Revolução do diagnóstico em ortopedia muda tratamento da artrose

Em qualquer especialidade médica, os profissionais têm diante de si um imperativo: atualização. A ortopedia e a traumatologia não fogem à regra. Em quinze anos, as técnicas aplicadas pelos médicos mudaram radicalmente. 

 

A primeira evolução ocorreu no diagnóstico por imagem. Até os anos de 1990, o raio X era o instrumento mais eficaz disponível. Segundo o especialista em cirurgia de ombro e cotovelo do Hospital Santa Lúcia, Leônidas Bomfim, o método era preciso, mas não completo: “Em uma fratura de joelho, era possível enxergar como a lesão havia afetado os ossos do paciente, mas não se tinha ideia exata dos danos nos ligamentos. Tratava-se apenas a fratura”. Com a tomografia e a ressonância magnética, os médicos passaram a enxergar o que até então era impossível. A visão completa dos quadros traumáticos transformou os diagnósticos e logo revolucionou os tratamentos, sendo possível, hoje, recuperar lesões usando protetores de cartilagem e colágeno.

 

A tecnologia fez a medicina reformular o conceito de doenças como a artrose. “Antigamente achávamos que era um problema de cartilagem, e hoje sabemos que é uma doença de toda a articulação e que exige atenção multidisciplinar”, explica o Dr. Leônidas. São comuns casos de pacientes que passam a ser atendidos por ortopedistas, reumatologistas e fisioterapeutas, todos concentrados em técnicas que passam pela medicação, acupuntura e até reeducação postural e cirurgia.

 

As próteses são mais um passo da revolução. Para cada articulação há uma infinidade de tratamentos a fim resgatar a qualidade de vida dos pacientes. “Só para ombros, temos cinco tipos de próteses diferentes, que variam conforme a gravidade da lesão”, revela o especialista.

04/09/2014
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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