Risco de Infarto Aumenta 40% a Cada 10 anos com Colesterol Alto

Manter controladas as taxas de colesterol é quase um mantra da vida saudável recomendado pelos profissionais de saúde. Uma pesquisa divulgada pelo periódico Circulation, da Associação Americana do Coração, não apenas reafirmou isso, mas revelou que, a cada dez anos com a taxa de colesterol elevada, o risco de o indivíduo sofrer uma doença cardíaca, como infarto agudo do miocárdio, aumenta quase 40%.

 

“O colesterol alto é uma condição clínica sem sintomas e que, ao longo dos anos, pode provocar muitas doenças cardiovasculares. O infarto e o acidente vascular encefálico estão entre as mais importantes e, ainda que não levem o paciente à morte, podem gerar grandes limitações à sua rotina”, alerta o médico cardiointensivista, Carlos Oliveira.

 

Os pesquisadores avaliaram 1.478 adultos na faixa de 55 anos sem doenças cardiovasculares e calcularam o risco de infarto ou derrame de acordo com o tempo que cada um convivia com o a taxa de colesterol elevada. Entre os 389 voluntários que possuíam índice elevado de colesterol entre o primeiro e o décimo ano, tal probabilidade era de 8,1%. Já entre os 577 voluntários que tinham colesterol alto no período de onze a vinte anos, o risco subia para 16,5%. Entre os participantes que não tinham problemas de colesterol, 512, o risco era de 4,4%.

 

O colesterol é uma substância gordurosa encontrada naturalmente no organismo humano, cujo papel é manter cada célula do corpo funcionado adequadamente. Contudo, seu acúmulo traz riscos à saúde do coração. Popularmente, o colesterol é conhecido como bom (HDL-c) ou ruim (LDL-c). Mas o que isso quer dizer?

 

O HDL-c e o LDL-c são lipoproteínas que funcionam como transportadoras do colesterol na corrente sanguínea. O LDL leva o colesterol do sangue para os tecidos e, quando em excesso, provoca o acúmulo de gordura nas artérias, por exemplo. A formação de placas de gordura pode ocasionar, entre outras doenças graves, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico isquêmico. Já o HDL promove o caminho inverso, retirando o excesso de colesterol dos tecidos e devolvendo-o para o fígado, onde a gordura pode ser processada. Ou seja, seu efeito é protetor.

 

Segundo Carlos Oliveira, a taxa ideal de colesterol é individualizada a partir de uma estratificação de risco cardiovascular do paciente, feita pelo seu cardiologista. Todavia, de maneira ampla, o índice de LDL considerado normal é 130 mg/mL de sangue, com alvo ótimo abaixo de 100mg/mL para indivíduos saudáveis. Para aqueles com fatores de risco adicionais, como os genéticos, por exemplo, a meta de LDL cai para 70mg/mL.

 

Cerca de 70% do colesterol humano é produzido pelo próprio corpo e os 30% restantes, a partir da alimentação. “Taxas elevadas de colesterol não precisam estar atreladas a nenhum outro problema para provocar doenças coronarianas. Além disso, a predisposição genética pode provocar alterações em seus níveis, inclusive em crianças. Então, fazer a própria parte e assegurar que a alimentação não influencie negativamente nos 30% atribuídos a ela é essencial, além da prática da atividade física, para melhorar o HDL”, orienta Carlos Oliveira.

 

A hipercolesterolemia — colesterol acima dos índices considerados normais — não apresenta sintomas e seu diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais. Em geral, as pessoas saudáveis podem procurar um médico para sua primeira avaliação cardíaca a partir dos 35 anos.

 

Caso haja história familiar de doenças vasculares ou dislipidemia, presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue, esse atendimento deve ser antecipado e feito entre os 15 e os 20 anos de idade. O lipidograma — conjunto de exames de sangue que inclui as dosagens de colesterol — oferece as informações iniciais necessárias, que indicarão se há necessidade de exames complementares.

 

TENHA ATITUDES SAUDÁVEIS!

  • Praticar atividades físicas todos os dias e não fumar são decisões que contribuem diretamente para o controle do colesterol, especialmente para o aumento do colesterol bom (HDL).
  • Alimentar-se bem também é importantíssimo.

 

DIMINUA O COLESTEROL RUIM

  • Evite consumir em excesso alimentos de origem animal, ricos em gordura saturada, como carnes vermelhas e laticínios, além de alimentos industrializados e embutidos.

 

AUMENTE O COLESTEROL BOM

  • Prefira alimetnos ricos em fibra, ômega 3 e vitamina B. Frutas (de preferência com casca), verduras, legumes, carnes brancas e frutos do mar devem fazer parte da rotina. A uva e seus derivados são ótimos exemplos de alimentos que aumentam o HDL-c.
26/10/2015
   |   Fonte: revista Sua Saúde

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