Voltar
Compartilhe:
18 de April de 2018

Tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de garganta

O tabagismo é o maior fator de risco para tumores na laringe, orofaringe e hipofaringe – conhecidos popularmente como câncer de garganta. Os três tipos ocorrem mais frequentemente entre fumantes, mas também podem ser provocados pelo consumo excessivo de álcool e pelo vírus HPV.

Segundo o INCA, em 2018 o Brasil deve esperar 20 novos casos de câncer de laringe, orofaringe e boca para cada 100 mil homens, e cerca de quatro novos casos para cada 100 mil mulheres. “O fator de risco mais importante é, de longe, o tabagismo, que deve ser combatido a qualquer preço”, enfatiza o cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Santa Lúcia, Achilles Machado.

“Além disso, o álcool em excesso potencializa a ação do tabaco. Já o vírus HPV, transmitido por relações sexuais, deve ser tratado com os cuidados comuns às doenças sexualmente transmissíveis, inclusive com a vacinação de meninos e meninas”, afirma o especialista, que integra o Centro de Oncologia do Hospital.

De acordo com ele, apesar de não haver necessidade de realizar exames de imagem periodicamente, o diagnóstico precoce da doença é fundamental para evitar danos mutiladores aos pacientes, como até mesmo a perda da voz. Isso porque todo câncer diagnosticado é classificado por seu grau de evolução e os estádios iniciais (I e II) têm prognóstico melhor que os avançados (III e IV).

“Qualquer dor de garganta, rouquidão, dificuldade para engolir, escarro com sangue, ferida na boca (língua) ou nódulos (gânglios) palpáveis no pescoço que não desapareçam em, no máximo, 15 dias justificam uma visita ao médico otorrinolaringologista ou cirurgião de cabeça e pescoço”, explica.

Além disso, ele recomenda que o autoexame da boca – observando língua e bochecha, especialmente nos fumantes – seja feito regularmente. E reforça: “A melhor forma de combater o câncer de garganta é não fumar e convencer os familiares e amigos a fazerem o mesmo. Quando causada pelo tabagismo, a doença é mais agressiva do que se provocada pela ação do vírus HPV, por exemplo”. Ele finaliza: a herança genética, fator de risco de destaque em diversos tipos de câncer, ainda não foi esclarecida nos casos de câncer de garanta.