Terapia endovascular oferece mais segurança no tratamento de aneurismas cerebrais

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O aneurisma cerebral, pequena dilatação das artérias do cérebro, pode provocar sangramentos intracranianos graves (AVC hemorrágico) e colocar em risco a vida do paciente. Para tratá-lo, a técnica mais avançada e utilizada em todo o mundo é a terapia endovascular — cirurgia minimamente invasiva realizada por meio da punção da artéria femoral (na altura da virilha) e introdução de microcateteres até o cérebro.

Com a técnica, o profissional procede à oclusão (fechamento) do aneurisma, extinguindo o risco de hemorragia intracerebral e com risco praticamente zero possibilidade de infecção hospitalar. Além disso, a terapia permite que o profissional reconstrua a parede da artéria e elimine completa e definitivamente a lesão.

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“A terapia endovascular é mais segura que a microcirurgia vascular cerebral, que necessita de abertura do crânio. Por ser menos invasiva, é realizada de modo mais rápido e abrevia a internação hospitalar do paciente, que fica, em média, de 48 a 72 horas no hospital e pode retornar mais precocemente às suas atividades diárias”, explica o neurocirurgião do Hospital Santa Lúcia, Fernando Diogo Barbosa.

FATORES DE RISCO – A herança genética é o principal aspecto influenciador do aparecimento da doença — que atinge, em média, 6% da população mundial. Já a hipertensão arterial e o tabagismo são os principais fatores externos para o desenvolvimento de aneurismas. Outras patologias, como diabetes e distúrbios da tireoide são menos relevantes, mas também impactam e devem ser bem controladas.

“O controle da hipertensão e o combate ao tabagismo diminuem sensivelmente o risco de sangramento. Contudo, o ideal é manter sob controle não apenas os principais fatores de risco, mais quaisquer patologias que o paciente apresente, além de cultivar hábitos saudáveis, como alimentar-se de forma equilibrada e praticar regularmente atividades físicas”, recomenda Fernando Diogo.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO – O sintoma clássico do sangramento do aneurisma é dor de cabeça súbita e intensa, normalmente associada a vômitos e, muitas vezes, a desmaios ou convulsões. Outros sintomas menos frequentes podem ser percebidos a depender da localização e tamanho do aneurisma, como perda de visão, desvio do olho e fraqueza de um dos lados do corpo.

A presença de casos de aneurisma na família é uma boa razão para que o paciente realize, sempre sob a orientação médica, exames de imagem como a angiotomografia e angiorressonância, que permitem o diagnóstico do aneurisma cerebral antes da ocorrência de qualquer sangramento.

“Caso o paciente seja vítima da doença, o especialista faz uma avaliação detalhada de seu quadro clínico, considerando aspectos como idade, sintomas apresentados, histórico familiar, localização e tamanho do aneurisma, entre outros, para decidir se há necessidade de tratamento e qual a opção mais indicada”, finaliza o médico.

18/04/2016

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