Tomografia de tórax pode detectar câncer de pulmão em estágio inicial

As chances de cura para qualquer tipo de câncer são sempre maiores quando o tumor é descoberto em seu estágio inicial de desenvolvimento. No caso do câncer de pulmão, pacientes podem ter uma longa sobrevida em mais de 90% dos casos se a doença for descoberta precocemente. Contudo, em casos avançados, essa possibilidade não chega a 10%.

“Por isso, indivíduos a partir dos 55 anos com histórico importante de tabagismo — o principal fator de risco modificável da doença — devem se submeter a exames como a Tomografia Computadorizada de Baixa Dosagem (TCBD), eficaz no rastreamento do câncer de pulmão”, explica o oncologista do Hospital Santa Lúcia, Eduardo Vissotto.

A TCDB tem menor dose de radiação e, por isso, pode ser repetida sob recomendação médica periodicamente para o acompanhamento de pacientes com alguma alteração já identificada no pulmão. O exame também detecta possíveis doenças provocadas pelo tabagismo, antes mesmo da manifestação de quaisquer sintomas.

O câncer de pulmão é o terceiro mais incidente de todos os tumores malignos e, no Brasil, foi responsável por 22.424 mortes em 2011, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).  A organização estima que, em 2016, quase 30 mil novos casos sejam diagnosticados no país, a maioria em homens.

O cigarro continua sendo o grande vilão, já que vários dos seus componentes são carcinógenos e agridem diretamente o DNA de células normais do epitélio pulmonar, causando mutações que se somam para o surgimento do câncer. Fumantes passivos expostos diariamente à fumaça correm risco até 20 vezes maior de desenvolver a doença que um não fumante.

“O tabagismo está relacionado a mais de 80% dos tumores de pulmão e é o seu principal fator de risco modificável” explica Eduardo Vissotto. Todavia, algumas mutações genéticas específicas podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da doença em pessoas mais jovens que nunca fumaram.

Os principais sintomas do câncer de pulmão são a tosse recente que não melhora, a presença de sangue na tosse ou no escarro, falta de ar, rouquidão, chiado e dor no tórax. Apesar de não serem necessariamente sintomas da doença em estágio avançado, a maioria dos casos diagnosticados quando o paciente já apresenta alguns deles tende a ser mais grave.

“Com a realização da tomografia e o achado de nódulos no pulmão com características específicas, a confirmação final da doença deve ser feita por um exame de biópsia para que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível, numa combinação de modalidades que pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e/ou terapia-alvo, tudo com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar como a que temos aqui no Santa Lúcia”, finaliza o especialista Eduardo Vissotto.

20/12/2015

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