Tratamento com radiofrequência melhora a vida de pacientes com dores crônicas de coluna e nas articulações

Ações cotidianas simples como sentar, levantar, abaixar para pegar um objeto que caiu no chão ou servir uma refeição à mesa podem se tornar difíceis ou quase impossíveis para pacientes com dores crônicas de coluna e/ ou nas articulações. Mas uma técnica minimamente invasiva e de rápida execução tem trazido alívio e devolvido a qualidade de vida para esses indivíduos: o uso da radiofrequência.

 

 

O tratamento utiliza corrente elétrica em alta frequência por meio de um eletrodo (agulha) para impedir que os nervos responsáveis pelo estímulo da dor no paciente continuem agindo. “Nos pacientes com artrose de quadril e joelho e naqueles com dor crônica de coluna, a radiofrequência atua nos nervos responsáveis pela condução do estímulo de dor crônica, que já estão sensibilizados e alterados pela doença. Fazemos uma lesão no nervo para interromper o ciclo de dor”, explica o neurocirurgião funcional do Hospital Santa Lúcia, Tiago Freitas.

 

 

COMO FUNCIONA — Segundo o médico, existem vários subtipos de radiofrequência, aplicadas de acordo com o tipo de dor apresentada pelo paciente. A radiofrequência térmica, também chamada de contínua, é a mais comumente realizada. O procedimento ocasiona uma lesão no nervo responsável por transmitir a sensação dolorosa, o que interrompe o processo de dor.

 

 

“A radiofrequência contínua é a mais recomendada para pacientes com quadro de dor crônica na coluna causada por degeneração de disco, artrose de coluna, processos inflamatórios no sacro (osso grande e triangular localizado na base da coluna vertebral e na porção superior e posterior da cavidade pélvica) ou por dor em articulações causadas pela artrose de joelho e quadril”, afirma Tiago Freitas.

 

 

Já a do tipo pulsada é utilizada para estimular a regulação e modulação (diminuição) da atividade de determinados nervos responsáveis pela dor. Ela é mais indicada para pacientes com dor neuropática, um tipo de sensação dolorosa que ocorre em uma ou mais partes do corpo e é associado a doenças que afetam o sistema nervoso central — os nervos periféricos, a medula espinhal ou o cérebro.

 

 

O tratamento por radiofrequência é realizado com anestesia local e sedação (sem anestesia geral), e até mesmo sem necessidade de internação. “Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva e rápida, as contraindicações são bastante restritas. Como utilizamos agulhas, de maneira geral essas restrições são para pacientes com problemas de coagulação sanguínea, com processos infecciosos na pele ou extremamente debilitados”, detalha o médico.

 

 

Ele ressalta ainda que todos os tratamentos de dor crônica envolvem a participação de diferentes técnicas e profissionais. “Como uma das ferramentas terapêuticas disponíveis, a radiofrequência auxilia no tratamento de pacientes com quadro de dor e é mais eficaz quando associada a outros métodos, como a fisioterapia, acupuntura e o uso de medicamentos”, explica.

 

 

RESULTADOS — A resposta ao procedimento é individual. Alguns pacientes necessitam apenas de uma sessão se associada a outros tratamentos — fisioterapia e medicação. Outros podem se beneficiar por meses ou até alguns anos e voltar a sentir dor. Nesses casos, o procedimento pode ser repetido. “Não existe um limite certo para a repetição do procedimento, já que a lesão dos nervos de dor não é definitiva, mas a associação da radiofrequência a outras terapias de dor pode prolongar seu efeito”, esclarece o neurocirurgião funcional.

 

 

SEGURANÇA – Quando feito de maneira correta, com o uso de técnicas de imagem (radioscopia e tomografia) e estimulação intraoperatória para localizar com segurança e precisão o ponto de dor, o paciente não corre o risco de perder suas funções motoras. “Como a técnica é muito pouco invasiva, os riscos de infecção são também baixíssimos. O que acontece, em alguns casos, é o paciente se queixar de dor no local de inserção das agulhas. Mas esse desconforto momentâneo é muito pequeno em relação aos benefícios que o tratamento traz”, finaliza o médico.

24/05/2015
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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