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24 de May de 2018

Tratamento da artrose retarda progressão da doença e melhora qualidade de vida de pacientes

A artrose — doença caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e por alterações ósseas — não tem cura e tende a piorar com o passar dos anos. Todavia, o devido acompanhamento médico e a realização de tratamentos adequados podem aliviar a dor e assegurar uma boa qualidade de vida ao paciente, além de retardar a progressão da enfermidade e melhorar a função das articulações atingidas.

“O objetivo do tratamento da artrose está na melhora da qualidade de vida e da função articular do paciente e é baseado na mudança dos hábitos, uso de analgésicos e anti-inflamatórios, fisioterapia, acupuntura, realização de alongamentos e fortalecimentos musculares, uso de condroprotetores orais, infiltrações/ viscossuplementação e acupuntura, entre outras terapias. Tudo de forma personalizada e direcionada a cada paciente”, explica o ortopedista especialista em joelho do Hospital Santa Lúcia, Saulo Castro.

De acordo com ele, caso os tratamentos conservadores não sejam suficientes, é possível lançar mão de procedimentos cirúrgicos como osteotomias (a depender dos desvios de eixo no joelho), toalete articular/ artroscopia (limpeza cirúrgica da articulação por vídeo para retirada de fragmentos condrais e meniscais, com melhorara da inflamação no joelho) e até mesmo artroplastia do joelho (prótese), para os casos mais graves.

“No Santa Lúcia, estamos aptos e preparados para tratar pacientes com qualquer enfermidade ortopédica, inclusive de forma preventiva. Nossa equipe tem acesso a todos os tipos de tratamento não invasivos e cirúrgicos existentes. Contamos com materiais de ponta, que não deixam nada a desejar se comparados a qualquer outro lugar do mundo”, enfatiza o médico.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO – O sintoma mais comum da artrose é a dor nas articulações afetadas, com piora ao final do dia. Todavia, a doença pode ser assintomática em seu início e não é incomum que pacientes passem anos sem sentir dor, vermelhidão ou inchaço nas articulações.

“O diagnóstico da doença ocorre com a realização de exame físico seguido de exames complementares, como radiografia, para identificar o estreitamento do espaço entre os ossos em seu conjunto, e ressonância magnética, para a obtenção de imagens detalhadas dos ossos e tecidos moles, incluindo a cartilagem. Exames laboratoriais podem ser indicados para investigações e acompanhamento das doenças responsáveis pela artrose secundária”, detalha Saulo Castro.

CAUSAS – A obesidade é um dos fatores de risco mais relevantes para o desenvolvimento da artrose, mas outras causas são tão importantes quanto, a exemplo da idade avançada; deformidades ósseas como malformações articulares; e lesões nas articulações provocadas pela prática de esportes, por esforços repetitivos ou acidentes, por exemplo. Pessoas do sexo feminino também estão mais propensas à artrose.