Uso de células-tronco para recuperação de artrose precoce avançada no joelho

Santa Lúcia é o único do DF a realizar o procedimento

 

 

A artrose é uma doença degenerativa que atinge as articulações e tem por principal característica o comprometimento dos movimentos do paciente. A doença surge, preferencialmente, em idosos; contudo, cada vez mais jovens entre 30 a 50 anos — em sua maioria portadores de síndromes de origem inflamatória e hemofílica — apresentam a artrose avançada precoce. O Santa Lúcia é o único hospital no Distrito Federal a realizar procedimento para tratamento da enfermidade para essa faixa etária utilizando células-tronco, desde sua coleta, processamento e reintrodução no paciente através de método cirúrgico minimamente invasivo. A técnica não abrange todos os casos, que devem ser avaliados individualmente pelo ortopedista, pois existem graus de artrose que não podem ser submetidos ao método devido a sua complexidade.

 

 

As células-tronco possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo, como gordura, tecidos, ossos e cartilagem, por exemplo. Hoje, são utilizadas por diferentes classes cirúrgicas, e na ortopedia vêm permitindo avanços no tratamento de doenças ligadas às articulações. “O que fazemos é um procedimento de videoartroscopia, onde são realizadas microperfurações na região da cartilagem do joelho para o implante de células-tronco na articulação afetada”, informa o coordenador da Ortopedia e Traumatologia do Grupo Santa e especialista em joelho, Julian Machado.

 

Ainda segundo o médico, as células-tronco são processadas e concentradas para agir na reconstrução da cartilagem. “A recuperação da área operada se deve pela formação de um tecido muito próximo morfologicamente da cartilagem hialina (revestimento das articulações), e na diminuição do processo inflamatório pela presença de fatores de crescimento das células-tronco”. A recuperação leva de seis meses a um ano e deve ser acompanhada por equipe multidisciplinar composta por ortopedista, fisioterapeuta, fisiologista, hematologista e reumatologista (a depender da doença de base), além da participação de biomédicos no processamento das células.  

23/11/2013
   |   Fonte: Informe Publicitário - Revista Veja Brasília

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