Uso do laser amplia e qualifica o tratamento da hiperplasia prostática benigna

Um novo equipamento está revolucionando o tratamento da hiperplasia prostática benigna (HPB), doença caracterizada pelo aumento da próstata, que pode provocar o estreitamento da uretra, dificultando o fluxo normal da urina. A técnica permite que o aumento epitelial seja retirado de maneira mais rápida, precisa e sem limite de tamanho da glândula – antes, esse limite era de 100 g.

 

 

A nova tecnologia promete vaporizar próstatas com hiperplasia benigna por meio de laser, em um procedimento minimamente invasivo e sem cortes. O urologista do Hospital Santa Lúcia, Frederico Messias, explica que a terceira geração do equipamento conhecido como Green Light® XPS traz mais segurança e melhores resultados aos pacientes.

 

 

“As vantagens são diversas: menor sangramento, com mínima chance de transfusão sanguínea, menor risco de intoxicação hídrica, menor tempo de sondagem vesical no pós-operatório, recuperação mais rápida do paciente e menos chances de estenose de uretra”, destaca o especialista. Lembrando ainda que o aparelho permite coagulação mais eficiente, pois usa luz pulsátil para cauterizar a ruptura dos vasos, diminuindo o sangramento.

 

 

O tratamento com o novo laser possibilita que o paciente seja liberado do hospital no dia seguinte. Com o método tradicional (ressecção transuretral), o tempo médio de internação era de 3 dias. Além dessas, a técnica é considerada um avanço para pacientes cardíacos, visto que elimina a necessidade de utilizar drogas anticoagulantes.

 

 

A DOENÇA – Em geral, a HPB tem início em homens com mais de 40 anos e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), acomete cerca de 15 milhões de homens brasileiros. Em todo o mundo, estima-se que, dentre os homens acima de 50 anos, 80% já foram acometidos pela doença, que é silenciosa, mas tem alto impacto na qualidade de vida, podendo provocar infecção urinária e até obstrução total da uretra.

 

 

O aumento da expectativa de vida tem provocado maior prevalência da HPB no mundo, uma vez que 90% dos homens acima de 90 anos sofrem com a condição – e apenas uma pequena parcela da população afetada procura tratamento médico.

 

 

SINTOMAS – Dentre os principais sintomas, estão: aumento de idas ao banheiro, diminuição da pressão do jato de urina, dificuldade ou dor ao urinar e sensação de que a bexiga não se esvazia.

 

 

Os problemas miccionais causados pela HPB atrapalham as atividades diárias, com necessidade frequente de urinar em intervalos curtos, sensação de urgência para urinar e, no estágio mais avançado da doença, diminuição da libido e piora do desempenho sexual.

 

 

“Dispor desta tecnologia no Hospital Santa Lúcia significa garantir aos nossos pacientes um equipamento de altíssima tecnologia para a realização de cirurgias de próstata com muito mais rapidez, segurança e conforto”, finaliza Frederico Messias.

02/08/2015
   |   Fonte: Ascom - Grupo Santa

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